segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Em Paris


O filme Em Paris, dirigido pelo francês Christophe Honoré, aborda uma trama sensível de amor, encontros e desencontros, família e farra. Para colocar alguns adjetivos: é sim lindo, fofo, com um roteiro interessante e traz no elenco Louis Garrel (um ótimo e lindo ator). Honoré sendo um seguidor da Nouvelle Vague, fez jus ao movimento e trouxe um entretenimento de qualidade para o público.

A história fala sobre dois irmãos, um que está deprimido porque terminou um relacionamento e o outro que tenta levantar o astral do irmão, mas na verdade sai e fica com várias mulheres, um típico Dom Juan. No meio dos dois tem o pai que faz de tudo para os filhos, e que ainda ama a ex-mulher.

A trama se passa na maravilhosa Paris e emociona com humor e delicadeza.

Pronto. Já falei basicamente do filme. O que quero mesmo é puxar um pouco a atenção do pai dos bonitos protagonizados por Louis Garrel e Romain Duris. Seu personagem é tão simples que chega a encantar. A dedicação de um pai para o filho que está com depressão, que leva comida na cama, que abraça e tenta confortar a dor do filho, mesmo não tendo intimidade para isso. Um pai paciente com o filho mulherengo quando “abriga” antigas namoradas, e atura a falta de interesse nos estudos. Um pai de família que foi abandonado pela mulher e que sente falta da vida de casado.

Me chamou muito a atenção deste pai. Um simples personagem que não tem muita atenção no filme. Não sei se é porque falta esta presença paterna em minha vida, mas sinceramente, um personagem escrito com tanta sutileza não pode passar despercebido. Sua posição é muito bem feita e a trama nao seria a mesma sem a preseça que ele impõe.

Neste belo e poético filme, ficamos certos de que não estamos diante de um filme comum, e sim de uma obra madura e cativante.

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