Imagina um filme que foi feito com base nas Sagradas Escrituras. A Bíblia - livro mais lido em todo o mundo - sempre teve controversas, partes separadas, depois juntadas e reinterpretadas por 2.010 anos. Fazer uma adaptação hollywoodiana de qualquer parte dela é esperar pelas críticas nada construtivas. O falatório sai até dos bueiros.
Mel Gibson sabe muito bem o que é encarar pessoas de todas as raças e crenças falando de seu filme Paixão de Cristo. O mundo inteiro falou. Os jornais cansaram de fazer especiais sobre o tema. Isso porque em 2004, ano de lançamento do filme, o twitter nem existia.
Polêmicas a parte, Mel Gibson contou com os melhores profissionais para trabalhar no filme. Desde maquiadores e figurinistas a cenógrafos e designers. Fugiu do tradicional inglês, muito comum em filmes épicos, e colocou todos os personagens do filme falando aramaico, hebraico e latim. A atuação dos personagens foi impecável sem contar com a bela fotografia que trouxe nitidez às cenas.
Contrariando gregos e troianos, Mel Gibson mostrou tudo. As flagelações, os golpes, o sangue. Tudo conforme está escrito nos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Nem todo mundo gostou. Para muitos foi muito pesado, cruel e sangrento. Talvez porque não souberam fazer uma boa interpretação de texto. Quem poderá julgar?
“Devo dizer que meu filme adere muito bem às Escrituras. Não fiz nada no vácuo. Não se trata do Evangelho Segundo Mel. Durante um período de 12 anos li volumes e mais volumes das Escrituras, falei com historiadores bíblicos... Em alguns pontos é minha interpretação, claro. Mas não acredito que tenha traído o Evangelho. Aderi-me a ele com muita veracidade” afirmou o diretor.
No making of, toda a equipe afirmou que participar da produção do filme foi uma das experiências mais emocionantes. O editor John Wricht, “pagão” do filme como afirmava Mel Gibson, afirmou que independente da sua crença em Jesus, se você acredita que ele era o filho de Deus ou apenas um cara comum, não tem como assistir ao filme sem se emocionar.
Na verdade o filme tem o poder de causar emoção nas pessoas. Pelo menos uma inquietação. Mesmo que seja apenas pela beleza das cenas, pela técnica muito bem aplicada ou pela própria história.
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