terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A fantasia existe!

Se você quer viver uma aventura, quer voltar ao tempo e ser criança de novo vale a pena assistir Ponte para Terabítia. É um filme lindo. Cheio de encantos e com dois personagens centrais que exercem muito bem os seus papéis.

O filme fala sobre um menino Jess (Josh Hutcherson) que não tem amigos, sofre a falta de amor dos pais sem contar as perseguições dos malvados da escola. Mas a vida de Jesse muda quando ele conhece Leslie (AnnaSophia Robb), uma menina super espontânea que tem uma imaginação muito fértil. Juntos eles criam o mundo de Terabítia. Um reino encantado onde terão que enfrentar criaturas do outro mundo.

A produção é uma adaptação do livro “Ponte Para Terabítia” de Katherine Paterson, com tradução de Ana Maria Machado. Dos mesmos criadores de As Crônicas de Nárnia, da produtora de efeitos especiais de O Senhor dos Anéis e King Kong e dirigido pelo criador de Rugrats- Os Anjinhos Gabor Csupo.

O que mais me encantou no filme foi o jeito de se falar de fantasia. Não aquela fantasia de um reino distante que você tem que conquistar, salvar o mundo e lutar contra guerreiros e bruxos. Mas é uma fantasia que vivemos no nosso dia-a-dia. Você estuda, trabalha, passa por dificuldades e ao mesmo tempo pode fechar os olhos e deixar a mente aberta. Vivenciar e acreditar que podemos viver melhor. É uma fantasia mais próxima do nosso mundo. Se você ainda não viu, vale a pena passar na locadora e alugar. Vai se apaixonar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os Incompreendidos

Ainda bem que a audiência do Oscar está caindo, e a ficha do público também... quem sabe em um futuro não muito distante os melhores e verdadeiros eventos de premiação de filmes ganhem espaço e o cinema finalmente será aclamado com louvor.

Enquanto isso não acontece vamos falar de uma obra prima do cinema francês: "Os Incompreendidos" de François Truffaut.

Estava eu na livraria da vila lá na Fradique Coutinho - São Paulo, procurando um DVD infantil para dar de presente ao meu querido sobrinho e sem eu esperar o que vejo na prateleira: o DVD "Os incompreendidos". Comprei claro. Cheguei em casa e me deparei com um filme de 1959, preto e branco, e com uma história tão simples, bela e poética.

O filme de Truffaut fala da historia de Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud), um garoto que vai mal nos estudos, que tem constantes brigas com os pais, que sai de casa, que rouba. Vive uma vida um tanto quanto perturbada e precisa lutar, principalmente, consigo mesmo para ser um homem de bem, com virtudes e responsabilidade.

Há quem diz que o filme seja autobiográfico, que Truffaut passou por situações parecidas com as de Antoine. Verdade ou mentira, seja em quem for que o diretor e roteirista se inspirou, o filme tem um grau de influencia sobre o espectador, fazendo-nos sentir a dor e revolta do protagonista, ter compaixão do pobre garoto que não tem culpa de não ser compreendido.

A obra faz parte do leque de opções que a Nouvelle Vague trás para seus espectadores. O movimento francês tinha como característica "a nova onda", quebra dos padrões de filmagem hollywoodiana, com roteiros mais livres e diferentes formas de captação, iluminação e cenário e que influenciou a revolução do cinema novo em vários países, inclusive no Brasil. Está explicado a geração Glauber do circuito nacional.

Os incompreendidos é um filme para sensibilizar-se, emocionar-se e envolver-se. Apesar de muita gente torcer o nariz para os filmes mais antigos, o longa de Truffaut dá de dez a zero nessas "super produções" de efeitos especiais. Desde o roteiro até a cena final.